Posts sobre ‘Maysa’
Reedições
Reedições
Maysa (1966) – Série "Os Originais"
Maysa (1966) (Série “Os originais” – RCA)
Vinte e cinco anos depois de sua morte, Maysa (1936-1977) continua desconsertando corações com sua voz quente, levemente rouca e cheia de pausas marcantes. Prova disso foi o sucesso alcançado em 1999 de sua interpretação de Ne me quittes pas (Jacques Brel), suada com tema de abertura da minissérie “Presença de Anita” (TV Globo). Todos ficaram enfeitiçados pela voz de Maysa. No único disco gravado por ela na RCA Victor, em 1966, o repertório é mais uma vez marcado pelo bom gosto e ecletismo (embora sempre enfatizando as canções românticas e dramáticas), das derramadas Canção do amanhecer e Morrer de amor, aos sambas Tristeza e Canto de Ossanha, sem esquecer um número jazzístico, Just in time. Há ainda pérolas pouco conhecidas como As mesmas histórias (Edu Lobo e Vinicius), cuja interpretação da cantora encantaria até mesmo o roqueiro Renato Russo, que pensou em regrava-la, mas morreu antes de concretizar esta idéia. Como faixas-bônus, duas pérolas registradas em gravações avulsas de 1972: o standard What are you doing the rest of your life? e uma impagável versão de Parole, parole, assinada pela própria Maysa, entoada em duo com o ator Raul Cortez. Rodrigo Faour
Demais
Meu mundo caiu
Preciso aprender a ser só
2. Canto livre
3. Just in time
4. Canto de Ossanha
5. As mesmas histórias
6. Ne me quittes pas
7. Tristeza
8. Fantasia de cellos
Primavera
Eurídice
Canção do amanhecer
9. Canção sem título
10. Morrer de amor
BONUS TRACKS
11. Palavras, palavras (Parole, parole) – com Raul Cortez
12. What are you doing the rest of your life?
Coletâneas
Bossa Nova – Série "Maxximum"
(O melhor da) Bossa Nova – Série “Maxximum” (SonyBMG, 2006)
Muitos tentaram enterrar a bossa nova, mas não conseguiram. Porque enquanto houver bom gosto e sutileza no mundo, ela terá sempre o seu lugar. Que o digam os grandes intérpretes que fazem parte deste CD, que inclui raridades interessantes, como Corcovado (com a grande diva da Era do Rádio, Lana Bittencourt) e gravações que nem sempre figuram em coletâneas do gênero, como Ponteio (Astrud Gilberto), Fim de noite (Elza Soares) e Bananeira (Joyce e João Donato), ale de nomes da nova geração que abraçaram o movimento, como Paula Morelembaum, Celso Fonseca, o grupo Bossacucanova e as duas filhas de Joyce – Ana Martins e Clara Moreno. Rodrigo Faour
2 É preciso perdoar (Carlos Coquejo/ Alcivando Luz) – Paula Morelenbaum (2003)
3 A felicidade (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) /
4 Águas de março (Tom Jobim) – Stan Getz (1976)
5 O barquinho (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) – Maysa (1961)
6 Fim de noite (Chico Feitosa/ Ronaldo Bôscoli) – Elza Soares (1980)
7 Ponteio (Edu Lobo/ Capinan) – Astrud Gilberto (1971) (*)
8 Insensatez (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Emílio Santiago (2000)
9 Corcovado (Tom Jobim) – Lana Bittencourt (1961) (*)
10 Rapaz de bem (Johnny Alf) – Johnny Alf (1961)
11 Por causa de você, menina (Jorge Ben) – Clara Moreno (2003)
12 Samba do avião (Tom Jobim) – Miucha e Tom Jobim (1977)
13 Água de beber (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Ana Martins (2003)
14 Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes)/
15 Coisa mais linda (Carlos Lyra/ Vinicius de Moraes) – Celso Fonseca (2003)
16 A rã (João Donato/ Caetano Veloso) – Bossacucanova (2003)
(*) raridades
Coletâneas
Maysa – Série "Grandes Vozes"
Maysa – Série “Grandes vozes” (Som Livre, 2007)
Há um disco de Maysa (1936-1977) cujo título é “Maysa é Maysa… é Maysa… é Maysa”. Claro, pois ela é única. Sua voz não é algo que conseguimos medir ou descrever. Seus olhos foram chamados de “duas colheres de mar” e de “dois oceanos não pacíficos”. Mas em 2006, ano em que ela completaria 70 anos de idade e 50 de carreira, sua voz continua carregada de encantamento, cada vez mais indescritível. Se Maysa se notabilizou inicialmente como cantora de fossas homéricas traduzidas em sambas-canções machucados, como Marcada, Ouça, Meu mundo caiu e Suas Mãos, vamos ver neste CD que ela foi muito mais do que isso. Foi uma excelente intérprete de sambalanço e bossa nova (como provam Recado, Cheiro de saudade, Nós e o mar, Chorou, Chorou e Fim de Noite) e se superava ao entoar pepitas do cancioneiro internacional, como a jazzy Get Out of Town, a francesa Un Jour Tu Verras e principalmente o bolero Bésame Mucho, numa interpretação definitiva. Neste disco há, de quebra, quatro faixas inéditas em CD. Rodrigo Faour
1. Ouça (Maysa) (1957)
2. Meu mundo caiu (Maysa) (1958)
3. Raízes (Denis Brean/ Osvaldo Guilherme) (1961)
4. Recado (Djalma Ferreira/ Luiz Antônio) (1959)
5. As praias desertas (Tom Jobim) (1959)
6. Marcada (Maysa) (1956)
7. Cheiro de saudade (Djalma Ferreira/ Luiz Antônio) (1960)
8. O que é que falta (Daisy Amaral) (1959)
9. Suas mãos (Pernambuco/ Antonio Maria) (1959)
10. Get out of town (Cole Porter) (1960)
11. Bésame mucho (Consuelo Velasquez) (1961)
12. Un jour tu verras (Van Parys/ Mouloudji) (1957)
13. Nós e o mar (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) (1962)
14. Chorou, chorou (Luis Antônio) (1961)
15. Louca de saudade (Denis Brean) (1962)
16. Fim de noite (Chico Feitosa/ Ronaldo Bôscoli) (1962)
Projeto idealizado por Rodrigo Faour
Coordenação do projeto: Marcus Vinicius Castro
Opinião da imprensa
Jornal Valor Econômico (RJ)
Jornal do Commercio – Márcia Erthal
Correio Braziliense – Teresa Albuquerque
Revista Veja Rio – Nota da festa de lançamento da coleção “Grandes Vozes”
Jornal do Brasil – Coluna “Gente” – Heloisa Tolipan















