16/04/2012
Tags: Cauby Peixoto
Fui convidado por Marcelo Fróes a escrever os textos da reedição de 10 álbuns de Cauby Peixoto (e dois CDs de faixas avulsas), do período 1968-1986, com direito ainda ao CD Cauby canta Sinatra (1995). Os discos saíram em duas caixas de 6 CDs pelo selo Discobertas. É bastante interessante para perceber a evolução vocal e interpretativa do cantor.

Matéria de Luiz Fernando Vianna no Segundo Caderno (O Globo), dia 10/04/2012
13/02/2012
Tags: Elis Regina
Elis Regina nos anos 60 e Elis Regina nos anos 70. Assim, batizei as caixas que a Universal Music está lançando com todos os seus discos de carreira entre 1965 e 1979 gravados na antiga Philips/Phonogram, mais 58 faixas avulsas distribuídas nos CDs Pérolas Raras (reedição do CD que produzi em 2006) e os inéditos Esse mundo é meu (1965-1968) e o duplo No céu da vibração (1968-1981), que incluí um ensaio da canção Águas de março, com Tom Jobim, e a inédita Comigo é assim, samba-choro do repertório d’Os Cariocas e Ademilde Fonseca, sobra do LP Elis, como e porque, que descobri no baú da gravadora.
Além de novas remasterizações, de todas as capas, contracapas e encartes originais, todas as letras revisadas de seus álbuns de carreira e estas 4 bolachinhas de faixas avulsas, raras e inéditas, cada caixa traz um libreto com depoimentos exclusivos de produtores, compositores, músicos etc que trabalharam com a Pimentinha, nos ajudando a entender melhor porque 30 anos depois de sua morte ela ainda é a maior referência de voz feminina da MPB moderna. Quero agradecer à gerente de projetos da Universal, Alice Soares, por ter me convidado para participar junto com ela da coordenação deste relançamento histórico, bem como os amigos Leandro Arraes (que fez as adaptações dos discos), Gê Alves Pinto e sua equipe (que criaram o projeto gráfico das caixas e dos dois novos CDs de raridades) e Tiago Luiz, grande amigo de Brasília, que me ajudou a supervisionar tudo.

Repercussão na Imprensa:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,box-com-24-cds-de-elis-regina-chega-ao-mercado,834132,0.htm
16/01/2012
Tags: inezita barroso

Capa da caixa de 6 CDs, "O Brasil de Inezita Barroso", lançada pela Microservice, com fonogramas da fase em que a cantora gravou na Copcabana
Aos 60 anos de carreira e 86 de vida, a intérprete, violonista e violeira Inezita Barroso é um exemplo de vitalidade e paixão no exercício de sua profissão. Nunca parou de fazer shows, grava com certa regularidade e é a apresentadora mais idosa em exercício da TV Brasileira, há 31 anos à frente do “Viola, minha viola”, na TV Cultura. Fora que em todo esse tempo jamais deixou de divulgar apaixonadamente o que ela chama de autêntica música do Brasil – folclórica e caipira, além dos clássicos de nosso cancioneiro.
Para celebrar essas seis décadas ininterruptas de fidelidade a um gênero tão expressivo de nossa cultura, a caixa O Brasil de Inezita Barroso – O folclore explosivo, o sertanejo autêntico e as pérolas regionais é desde já um clássico. Editada pela Microservice, ela empacota seis CDs com os sete primeiros LPs da intérprete na Copacabana Discos, gravados entre 1955 e 1961, com faixas bônus de 78 rotações e álbuns coletivos, que chegam até 1962, somando 89 faixas remasterizadas.
Tenho muito orgulho de ter idealizado e conseguido colocar na praça este trabalho tão caprichado. Há no encarte do primeiro CD, uma mini-biografia que escrevi de Inezita, e neste e nos demais comentários faixa a faixa da cantora, colhidos de sua memória privilegiada.
Repercussão na imprensa:

Matéria de Luiz Fernando Vianna no jornal O Globo, dia 3/1/2012

Nota na coluna de Ancelmo Góis no jornal O Globo - 26.11.11
06/12/2011
Tags: Ademilde Fonseca, Aracy de Almeida, Assis Valente, Bando da Lua, Carlos Galhardo, Carmen Miranda, Doris Monteiro, Elza Soares, Isaura Garcia, Maria Alcina, Maria Bethânia, Marília Pêra, Marlene, Martinho da Vila, Moreira da Silva, Nara Leão, Novos Baianos, Orlando Silva, Quatro Ases e um Coringa, Wanderléa
O compositor Assis Valente (1911-1958) teve uma vida trágica, mas perpetuou a alegria em sua obra. Alguns de seus melhores sambas e marchas estão no CD duplo Assis Valente não fez bobagem – 100 anos de alegria (EMI), entre releituras (CD 1) e gravações originais (CD 2). No primeiro, Novos Baianos, Maria Bethânia, Maria Alcina, Martinho da Vila, Wanderlea, Marília Pêra, Isaurinha Garcia, Aracy de Almeida e outros mestres dão aula de ritmo e irreverência. Destaque para raridades como Um jarro d’água, na voz de Marlene, Recenseamento, na de Ademilde Fonseca e o clássico Boas festas, com Doris Monteiro. Já no segundo, seus intérpretes mais constantes, Carmen Miranda e o Bando da Lua, se alternam com Dircinha Batista, 4 Ases e 1 Coringa, Orlando Silva, Carlos Galhardo e Moreira da Silva, na maioria em registros dos anos 30, auge da carreira do compositor. Vale ainda mencionar a qualidade técnica dessas gravações, apesar de tão antigas, e o fato de a maioria ser inédita no formato digital. O álbum acompanha uma mini-biografia escrita por mim, todas as letras e os anos originais de lançamento. Uma delícia!


Contracapa do CD Assis Valente não fez bobagem, com produção de Rodrigo Faour e design gráfico de Leandro Arraes (L&A Studio)
Repercussão:

Crítica de Marcus Preto - Folha de S. Paulo - 7.12.11
Crítica de Tárik de Souza – Revista Carta Capital

Crítica de Tárik de Souza - Carta Capital - Dezembro/2011
Matéria da Revista Época – On Line (Danilo Casaletti)
http://revistaepoca.globo.com/cultura/noticia/2011/12/cd-e-programa-de-tv-comemoram-os-100-anos-de-assis-valente.html
Matéria do Diário do Grande ABC (Thiago Mariano)
http://www.dgabc.com.br/News/5931140/cronista-eterno.aspx
Site Ziriguidum (Beto Feitosa)
http://www2.uol.com.br/ziriguidum/1112/111202-01.htm
Revista Sucesso!
http://www.portalsucesso.com.br/noticias/rica-obra-de-assis-valente-e-resgatada-em-coletanea-dupla
05/12/2011
Tags: Ney Matogrosso
Acaba de chegar às lojas a caixa Metamorfoses, que produzi para a Universal Music. Se a caixa anterior, Camaleão, trazia 16 discos de carreira solo de Ney Matogrosso, do primeiro, “Água do céu – pássaro” (1975) até “À flor da pele” (de 1991), nesta “Metamorfoses” o trabalho foi completado, indo de “As aparências enganam” (1993) até “Beijo bandido” (2009). Se na primeira predominava um tom mais explosivo, over e abusado, nesta, acompanhando a evolução de costumes no país, ele não deixou de ser ousado, mas não havia mais necessidade de ser às vezes tão agressivo e de exagerar na ambiguidade sexual. Sendo assim, se permitiu realizar trabalhos mais intimistas, tributos diversos e até uma parceria com Pedro Luís e A Parede. São 14 CDs de carreira, 1 coletânea dupla com algumas gravações inéditas (escolhidas por Ney, em 2006, intitulada “Vinte e cinco”) e 1 belíssimo CD duplo de raridades que traz o mesmo nome do box, com faixas escolhidas por mim e pelo próprio cantor – algumas já eram para ter saído na anterior, mas não havíamos conseguido as autorizações. A Universal Music fez história ao lançar esta segunda caixa, por recolocar no mercado a íntegra da obra de um artista excepcional, do quilate de Ney Matogrosso.

Frente e verso da caixa "Metamorfoses", cujo design é de Flávia Oliveira

Capa do CD Metamorfoses, com 31 faixas avulsas de Ney Matogrosso, que vem junto com a caixa homônima, recém lançada pela Universal Music

Delicioso repertório do CD Metamorfoses, cuidadosamente escolhido por mim e pelo próprio cantor