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Coletâneas Com textos assinados Discos

Série Super Divas traz cerca de 250 gravações raras ou inéditas no formato CD de 13 cantoras brasieliras

Amigos, após um ano e oito meses de trabalho, tenho o prazer de anunciar o lançamento da primeira série de coletâneas brasileira dedicada às nossas grandes cantoras. Super Divas, lançada pela EMI Music, tem belíssimo projeto gráfico de Flávia Oliveira e traz nos encartes um texto biográfico assinado por mim de cada uma das 13 cantoras da série, todas as letras e miniaturas das capas originais. Não foi fácil reunir tantas autorizações e conseguir todas as gravações, já que algumas matrizes se perderam, mas valeu a pena o esforço. Esta é uma das minhas maiores realizações profissionais. Agradeço muito a Jorge Lopes, da EMI, por abraçar este projeto.

O critério adotado em relação à escolha das cantoras foi incluir as divas que gravaram na Odeon e na extinta Copacabana que ainda tinham muito material raro ou inédito no formato CD. Dos 13 títulos da série, apenas dois são duplos, o de Dalva de Oliveira e o de Ademilde Fonseca – em que a mesma participou ativamente, comentando faixa a faixa, pouco antes de nos deixar aos 91 anos. As demais são: Angela Maria, Elizeth Cardoso, Maysa, Cláudia, Eliana Pittman, Waleska, Maria Alcina, Carmélia Alves, Rosana Toledo, Aracy de Almeida e Leny Eversong. Aproveitem!

 

 

Crítica de Carlos Calado - Guia da Folha de S. Paulo - 28/07/2012
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Relançamento de 4 discos originais de Maysa


Maysa é Maysa… É Maysa, É Maysa (1959); Voltei (1960); Maysa Canta Sucessos (1960) e Maysa, Amor… E Maysa (1961) (Som Livre, 2009)
A minissérie “Maysa – Quando fala o coração” trouxe de volta o talento, o glamour e a voz inigualável de Maysa (1936-1977). É ótimo ver pessoas que nunca ouviram tal voz se renderem ao seu encanto. Isto é um ótimo exemplo das coisas boas que a televisão pode trazer de volta. Claro que certos episódios ficaram muito em cima de um clima de novela, especialmente na segunda semana, que ignorou muitos fatos relevantes de sua carreira, entre sua estada na Europa e sua morte, e que houve pequenos errinhos. Eventualmente se supervalorizou seu amor por André Matarazzo ou sua relação de suposta culpa em relação à sua ausência em relação ao filho único… Em todo caso, só de se poder ouvir no horário nobre suas músicas e vários dados sobre sua biografia em uma produção bem cuidada, já valeu e muito a TV Globo ter investido neste programa.
E em seu rastro, além do disco duplo da minissérie – que montei a ordem das músicas escolhidas por seu filho, Jayme, e assinei o release de imprensa -, relancei quatro de seus álbuns originais da fase RGE ainda inéditos no formato CD, hoje incorporados ao acervo da Som Livre. Ouvindo esses quatro discos já dá para perceber que Maysa não era só de fossa. Era de canções internacionais sofisticadas e nem sempre tristes, de canções lânguidas de amor, sempre envolta naquela voz imprevisível. Ora pesada, ora leve, ora rouca, ora sexy… Sem dúvida, Maysa é Maysa, É Maysa, É Maysa!

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Maysa (1966) – Série "Os Originais"

Maysa (1966) (Série “Os originais” – RCA)

Vinte e cinco anos depois de sua morte, Maysa (1936-1977) continua desconsertando corações com sua voz quente, levemente rouca e cheia de pausas marcantes. Prova disso foi o sucesso alcançado em 1999 de sua interpretação de Ne me quittes pas (Jacques Brel), suada com tema de abertura da minissérie “Presença de Anita” (TV Globo). Todos ficaram enfeitiçados pela voz de Maysa. No único disco gravado por ela na RCA Victor, em 1966, o repertório é mais uma vez marcado pelo bom gosto e ecletismo (embora sempre enfatizando as canções românticas e dramáticas), das derramadas Canção do amanhecer e Morrer de amor, aos sambas Tristeza e Canto de Ossanha, sem esquecer um número jazzístico, Just in time. Há ainda pérolas pouco conhecidas como As mesmas histórias (Edu Lobo e Vinicius), cuja interpretação da cantora encantaria até mesmo o roqueiro Renato Russo, que pensou em regrava-la, mas morreu antes de concretizar esta idéia. Como faixas-bônus, duas pérolas registradas em gravações avulsas de 1972: o standard What are you doing the rest of your life? e uma impagável versão de Parole, parole, assinada pela própria Maysa, entoada em duo com o ator Raul Cortez. Rodrigo Faour

1. Fantasia de trombones
Demais
Meu mundo caiu
Preciso aprender a ser só
2. Canto livre
3. Just in time
4. Canto de Ossanha
5. As mesmas histórias
6. Ne me quittes pas
7. Tristeza
8. Fantasia de cellos
Primavera
Eurídice
Canção do amanhecer
9. Canção sem título
10. Morrer de amor
BONUS TRACKS
11. Palavras, palavras (Parole, parole) – com Raul Cortez
12. What are you doing the rest of your life?
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Bossa Nova – Série "Maxximum"

(O melhor da) Bossa Nova – Série “Maxximum” (SonyBMG, 2006)

Muitos tentaram enterrar a bossa nova, mas não conseguiram. Porque enquanto houver bom gosto e sutileza no mundo, ela terá sempre o seu lugar. Que o digam os grandes intérpretes que fazem parte deste CD, que inclui raridades interessantes, como Corcovado (com a grande diva da Era do Rádio, Lana Bittencourt) e gravações que nem sempre figuram em coletâneas do gênero, como Ponteio (Astrud Gilberto), Fim de noite (Elza Soares) e Bananeira (Joyce e João Donato), ale de nomes da nova geração que abraçaram o movimento, como Paula Morelembaum, Celso Fonseca, o grupo Bossacucanova e as duas filhas de Joyce – Ana Martins e Clara Moreno. Rodrigo Faour

1 Bananeira (João Donato/ Gilberto Gil) – Joyce e João Donato (2000)
2 É preciso perdoar (Carlos Coquejo/ Alcivando Luz) – Paula Morelenbaum (2003)
3 A felicidade (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) /
O nosso amor (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – João Bosco (1988)
4 Águas de março (Tom Jobim) – Stan Getz (1976)
5 O barquinho (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) – Maysa (1961)
6 Fim de noite (Chico Feitosa/ Ronaldo Bôscoli) – Elza Soares (1980)
7 Ponteio (Edu Lobo/ Capinan) – Astrud Gilberto (1971) (*)
8 Insensatez (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Emílio Santiago (2000)
9 Corcovado (Tom Jobim) – Lana Bittencourt (1961) (*)
10 Rapaz de bem (Johnny Alf) – Johnny Alf (1961)
11 Por causa de você, menina (Jorge Ben) – Clara Moreno (2003)
12 Samba do avião (Tom Jobim) – Miucha e Tom Jobim (1977)
13 Água de beber (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Ana Martins (2003)
14 Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes)/
Rio (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) /
Ela é carioca (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Leny Andrade (1988)
15 Coisa mais linda (Carlos Lyra/ Vinicius de Moraes) – Celso Fonseca (2003)
16 A rã (João Donato/ Caetano Veloso) – Bossacucanova (2003)

(*) raridades

Seleção de repertório: Rodrigo Faour e Marcus Fabrício
Coordenação da série: Flávio Pinheiro
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Maysa – Série "Grandes Vozes"

Maysa – Série “Grandes vozes” (Som Livre, 2007)

Há um disco de Maysa (1936-1977) cujo título é “Maysa é Maysa… é Maysa… é Maysa”. Claro, pois ela é única. Sua voz não é algo que conseguimos medir ou descrever. Seus olhos foram chamados de “duas colheres de mar” e de “dois oceanos não pacíficos”. Mas em 2006, ano em que ela completaria 70 anos de idade e 50 de carreira, sua voz continua carregada de encantamento, cada vez mais indescritível. Se Maysa se notabilizou inicialmente como cantora de fossas homéricas traduzidas em sambas-canções machucados, como Marcada, Ouça, Meu mundo caiu e Suas Mãos, vamos ver neste CD que ela foi muito mais do que isso. Foi uma excelente intérprete de sambalanço e bossa nova (como provam Recado, Cheiro de saudade, Nós e o mar, Chorou, Chorou e Fim de Noite) e se superava ao entoar pepitas do cancioneiro internacional, como a jazzy Get Out of Town, a francesa Un Jour Tu Verras e principalmente o bolero Bésame Mucho, numa interpretação definitiva. Neste disco há, de quebra, quatro faixas inéditas em CD. Rodrigo Faour


1. Ouça (Maysa) (1957)
2. Meu mundo caiu (Maysa) (1958)
3. Raízes (Denis Brean/ Osvaldo Guilherme) (1961)
4. Recado (Djalma Ferreira/ Luiz Antônio) (1959)
5. As praias desertas (Tom Jobim) (1959)
6. Marcada (Maysa) (1956)
7. Cheiro de saudade (Djalma Ferreira/ Luiz Antônio) (1960)
8. O que é que falta (Daisy Amaral) (1959)
9. Suas mãos (Pernambuco/ Antonio Maria) (1959)
10. Get out of town (Cole Porter) (1960)
11. Bésame mucho (Consuelo Velasquez) (1961)
12. Un jour tu verras (Van Parys/ Mouloudji) (1957)
13. Nós e o mar (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) (1962)
14. Chorou, chorou (Luis Antônio) (1961)
15. Louca de saudade (Denis Brean) (1962)
16. Fim de noite (Chico Feitosa/ Ronaldo Bôscoli) (1962)

Projeto idealizado por Rodrigo Faour
Coordenação do projeto: Marcus Vinicius Castro

Opinião da imprensa

Jornal Valor Econômico (RJ)

O Globo – Leonardo Lichote

Jornal do Commercio – Márcia Erthal

Correio Braziliense – Teresa Albuquerque

Revista Veja Rio – Nota da festa de lançamento da coleção “Grandes Vozes”

Jornal do Brasil – Coluna “Gente” – Heloisa Tolipan

Jornal Agora (SP) – Kátia Nogueira de Mello

Folha de S. Paulo – Luiz Fernando Vianna

O Dia (RJ) – Nota

A Folha de Pernambuco – Pedro Ferrer

A Gazeta de Alagoas – Leonardo Lichote (O Globo)
Jornal do Commercio (Recife) – José Teles
Diário de Pernambuco – Renato L

Jornal Extra (RJ) – Cristina Fuscaldo

Correio da Bahia – Hagamenon Brito

Jornal do Brasil – Álvaro Costa e Silva

Diário de São Paulo – Fábio Saraiva