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Shows e eventos

Lana Bittencourt grava seu primeiro DVD, com direção e roteiro de Rodrigo Faour

Rodrigo Faour e Lana Bittencourt
Rodrigo Faour e Lana Bittencourt

Queridos, graças aos apoios maravilhosos da Conexão Filmes, do som de Carlos Mills, da iluminação de Bimbão e da querida Angela Leal, que nos cedeu a arena do Teatro Rival, gravamos ontem, dia 16, às 19h30, o DVD Lana Bittencourt – A diva passional. Aos 78 anos e 56 de carreira, a veteraníssima cantora do rádio ganha finalmente seu primeiro registro audiovisual, corrigindo uma injustiça histórica.

Especialista em cantar em vários idiomas nos anos dourados, graças ao seu passado de crooner, a cantora fez um passeio pelo melhor de seu repertório nativo e internacional, incluindo também canções que foram entrando em seus shows a partir dos anos 80, depois de uma fase (os 70), em que havia se afastado da carreira por razões familiares.

O show contou com as participações luminosas de Ney Matogrosso, Rogéria e de sua neta Mariana Braga, que herdou da avó o vozeirão.

Matéria de João Máximo publicada no jornal O Globo dia 16/11/2010
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Rádio

Festa antológica de entrega do I Trofeu Sexo MPB

Perla, Rodrigo Faour e Vanusa
Perla, Rodrigo Faour e Vanusa: encontro delicioso
Lana Bittencourt, Ademilde Fonseca e Rodrigo Faour
Ademilde Fonseca exibe o Troféu Sexo MPB, com Lana Bittencourt e Faour
Rodrigo Faour premia Toni Garrido
Faour premia Toni Garrido
Faour entre Lidoka, Leiloca, Dhu e Sandra Pêra: as desbundadas Frenéticas
Faour no meio das desbundadas Frenéticas: Lidoka, Leiloca, Dhu e Sandra Pêra

Na última quarta-feira, dia 10 de junho, reuni no Centro Cultural Carioca alguns dos melhores artistas da música brasileira (vide fotos de Cristina Lacerda). Foi, sem dúvida, a noite mais emocionante da minha vida. Comemorando 1 ano do meu programa SEXO MPB na MPB FM,  inventei um talk-show com direito a canjas de intérprtes de vários estilos e gerações, e para coroar ainda mais a noite, tirei da cartola o “Troféu Sexo MPB” que concedi “a todos os que contribuíram para a MPB ficar mais sexy e quente”. Em verdade, foi uma boa desculpa para se ouvir artistas de verdade, gente que canta ou compõe com emoção verdadeira – quebrando barreiras etárias e do que seria supostamente brega ou chique. Hoje em dia há poucos eventos desta natureza, cada tribo fica na sua toca e eu acho isso muito limitador. Por isso, me encheu de felicidade trazer ao palco as veteranas Ademilde Fonseca (88 anos) e Lana Bittencourt (77), num mesmo evento onde todos puderam conferir novos talentos da maior qualidade, como a cantora baiana Márcia Castro que se apresentou com o multi-instrumentista Donatinho, além da cantriz Gottsha, do vozeirão do carioca Márcio Gomes e do balanço do pernambucano André Rio (do famoso bloco Galo da Madrugada). Além disso, recebi as eternas divas exuberantes Perla (paraguaia, há 39 anos no Brasil) e Vanusa, as classudas Fátima Guedes e Marina Lima, os irreverentes Eduardo Dussek e Fausto Fawcett, o grande astro da sensualidade negra Toni Garrido, além de quatro deliciosas Frenéticas originais (Lidoka, Leiloca, Dhu Moraes e Sandra Pêra) e o ícone-mor da sensualidade na música brasileira: Ney Matogrosso.  Haja coração, né gente?

Confira as divertidas categorias do Troféu Sexo MPB: 

  • Ademilde Fonseca – categoria: “Veterana sapeca – Rainha Sexy do Choro”
  • Lana Bittencourt – categoria: “Super Diva passional”
  • Fátima Guedes – categoria: “Mulher Muito intensa”
  • Marina Lima – categoria: “Musa sexy atemporal”
  • Eduardo Dussek – categoria: “Índio louro com pinta de negão”
  • Fausto Fawcett – categoria: “Muso das louras
  • Toni Garrido – categoria – “Negão – homem-fetiche da MPB”
  • Vanusa – categoria: “Diva Loura Sperstar”
  • André Rio – categoria: “Como era grande o Galo da Madrugada”
  • Frenéticas – categoria: “Divas Abusadas do Desbunde”
  • Perla – categoria: “Diva Latina Bombshell”
  • Ney Matogrosso – categoria: “Hors concours” (“Muso dos musos”)

André Rio, Fátima Guedes, Ney Matogrosso e Rodrigo Faour
André Rio, Fátima Guedes, Ney Matogrosso e Rodrigo Faour na Festa de 1 ano do Sexo MPB
Rodrigo Faour entrevista Marina Lima
Rodrigo Faour entrevista Marina Lima
Ney Matogrosso canta com Marina Lima
Ney Matogrosso canta com Marina Lima
Faour entre parte do elenco da Festa de 1 ano do Programa Sexo MPB
Faour entre parte do elenco da Festa de 1 ano do Programa Sexo MPB
Matéria de Leonardo Lichote - Jornal O Globo - 12/06/2009
Matéria de Leonardo Lichote - Jornal O Globo - 12/06/2009
Coluna de Anna Ramalho - Jornal do Brasil - 12/06/2009
Coluna de Anna Ramalho - Jornal do Brasil - 12/06/2009

Veja todas as fotos da festa aqui.

Veja também a matéria de Christina Fuscaldo. Não concordo que tenha sido uma noite com tantas “bobagens”, como ela diz no título, mas é uma matéria simpática, que explica por alto o que rolou na noite.  Ah! E a primeira grande emoção da noite foi Lana Bittencourt cantando “Sangrando”. Que fique aqui registrado!

Houve também cobertura do site O Fuxico.

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Coletâneas

Bossa Nova – Série "Maxximum"

(O melhor da) Bossa Nova – Série “Maxximum” (SonyBMG, 2006)

Muitos tentaram enterrar a bossa nova, mas não conseguiram. Porque enquanto houver bom gosto e sutileza no mundo, ela terá sempre o seu lugar. Que o digam os grandes intérpretes que fazem parte deste CD, que inclui raridades interessantes, como Corcovado (com a grande diva da Era do Rádio, Lana Bittencourt) e gravações que nem sempre figuram em coletâneas do gênero, como Ponteio (Astrud Gilberto), Fim de noite (Elza Soares) e Bananeira (Joyce e João Donato), ale de nomes da nova geração que abraçaram o movimento, como Paula Morelembaum, Celso Fonseca, o grupo Bossacucanova e as duas filhas de Joyce – Ana Martins e Clara Moreno. Rodrigo Faour

1 Bananeira (João Donato/ Gilberto Gil) – Joyce e João Donato (2000)
2 É preciso perdoar (Carlos Coquejo/ Alcivando Luz) – Paula Morelenbaum (2003)
3 A felicidade (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) /
O nosso amor (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – João Bosco (1988)
4 Águas de março (Tom Jobim) – Stan Getz (1976)
5 O barquinho (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) – Maysa (1961)
6 Fim de noite (Chico Feitosa/ Ronaldo Bôscoli) – Elza Soares (1980)
7 Ponteio (Edu Lobo/ Capinan) – Astrud Gilberto (1971) (*)
8 Insensatez (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Emílio Santiago (2000)
9 Corcovado (Tom Jobim) – Lana Bittencourt (1961) (*)
10 Rapaz de bem (Johnny Alf) – Johnny Alf (1961)
11 Por causa de você, menina (Jorge Ben) – Clara Moreno (2003)
12 Samba do avião (Tom Jobim) – Miucha e Tom Jobim (1977)
13 Água de beber (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Ana Martins (2003)
14 Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes)/
Rio (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) /
Ela é carioca (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) – Leny Andrade (1988)
15 Coisa mais linda (Carlos Lyra/ Vinicius de Moraes) – Celso Fonseca (2003)
16 A rã (João Donato/ Caetano Veloso) – Bossacucanova (2003)

(*) raridades

Seleção de repertório: Rodrigo Faour e Marcus Fabrício
Coordenação da série: Flávio Pinheiro
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Coletâneas

Lana Bittencourt – Série "Maxximum"

Lana Bittencourt – Série “Maxximum” (SonyBMG, 2006)
Lana Bittencourt foi uma das vozes mais potentes, graciosas e afinadas da Era do rádio. Teatral e passional, sempre cantou um repertório repleto de pérolas da dor-de-cotovelo, sem esquecer dos gêneros mais festivos como o samba e o baião, mostrando versatilidade também ao interpretar vários números do cancioneiro internacional, cantados em inglês, francês, espanhol e italiano. Influenciada pela cantora ítalo-franco-alemã Caterina Valente, que interpretava também em vários idiomas, Lana era chamada justamente pelo prefixo de “A internacional”. Todo esse repertório foi gravado na antiga Columbia (atual SonyBMG) nos anos 50 e 60 e tem agora seus melhores momentos editados pela primeira vez em CD. Se as 13 primeiras faixas deste disco são inéditas em CD, as três últimas – Caminhemos, Rio de Janeiro e Ternura – jamais foram lançadas e chegam ao público pela primeira vez. Este volume da Maxximum contém ainda um texto biográfico sobre a cantora, em comemoração aos seus 50 anos de carreira. A diva merece! Rodrigo Faour

1 Malagueña (Ernesto Lecuona/ versão: Julio Nagib) (1955)
2 Johnny Guitar (Victor Young/ versão: Julio Nagib) (1955)
3 Andalucia (Ernesto Lecuona/ versão: Julio Nagib) (1955)
4 Zezé (Baião internacional) (Humberto Teixeira) (1956)
5 Quero-te assim (Tito Madi) (1959)
6 Além (do céu) (Edson Borges/ Sidney Morais) (1958)
7 Se alguém telefonar (Alcyr Pires Vermelho/ Jair Amorim) (1958)
8 Summertime (George Gerswhin/ Du Bose Heyward) (1958)
9 Little darlin’ (M. Williams) (1958)
10 Haja o que houver (Fernando César) (1957)
11 Longe é o céu (Tom Jobim) (1961)
12 Chorou, chorou (Luiz Antonio (1961)
13 Ave Maria (Jayme Redondo/ Vicente Paiva) (1957)
INÉDITAS
14 Caminhemos (Herivelto Martins) (1964)
15 Rio de Janeiro (Isto é o meu Brasil) (Ary Barroso) (1962)
16 Ternura (Lyrio Panicalli/ Amaral Gurgel) (1964)

OBS: Acompanha texto biográfico no encarte

Pesquisa de repertório: Rodrigo Faour
Coordenação da série: Flávio Pinheiro

Opinião da imprensa

Jornal do Brasil – Tárik de Souza

O Estado de S. Paulo – Lauro Lisboa Garcia

O Globo – Coluna Gente Boa – Joaquim Ferreira dos Santos