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Coletâneas

Nora Ney – Série "Grandes Vozes"

Nora Ney – Série “Grandes vozes” (Som Livre, 2007)

Quando Nora Ney (1922-2003) começou, em 1952, a moda era cantar com vozeirão e trinados lancinantes. Pois ela veio com seu estilo diseuse – falado – e arrasou. Foi a voz da fossa, dos “fracassados do amor”. A voz do Ninguém Me Ama, do “garçom, apague essa luz, que eu quero ficar sozinha”, dos que ficavam De Cigarro Em Cigarro nas mesas do Bar da Noite lamentando um amor que passou. Dramática no disco, irreverente na vida real, Nora foi a criadora de clássicos do samba-canção que regravou na Som Livre, em 1972. Mas também deu sua versão definitiva a sambas de andamentos diversos como Quando Eu Me Chamar Saudade, Ronda, Regra Três e Provei – esta em inspirado dueto com seu companheiro por 50 anos, o cantor Jorge Goulart. Além de uma rara canção de carnaval (Você Não É Chapéu), trazemos aqui quatro pérolas de tirar o fôlego, gravadas na Mocambo em 1962, num obscuro compacto duplo: os sambas-canções Hora Final e Mundo Diferente, o bolero E a Vida Continua e a subversiva João da Silva, de Billy Blanco, que fez com que o compositor entrasse em cana. Sim, Nora, Jorge e Billy são da primeira geração de comunistas da MPB. Uma seleção de rara beleza. Rodrigo Faour

1 Ninguém me ama (Antonio Maria/ Fernando Lobo) (1972)
2 De cigarro em cigarro (Luiz Bonfá) (1972)
3 Bar da noite (Bidu Reis/ Haroldo Barbosa) (1972)
4 Quando eu me chamar saudade (Nelson Cavaquinho/ Guilherme de Brito) (1972)
5 É tão gostoso, seu moço (Chocolate/ Mário Lago) (1972)
6 Preconceito (Antonio Maria/ Fernando Lobo) (1972)
7 Provei (Vadico/ Noel Rosa) – com Jorge Goulart (1977)
8 Mundo diferente (Alcyr Pires Vermelho/ Luiz O. Maia) (1962)
9 E a vida continua (Evaldo Gouveia/ Jair Amorim) (1962)
10 Hora final (Dora Lopes/ Genival Melo) (1962)
11 João da Silva (Billy Blanco) (1962)
12 Dois tristonhos (Lupicínio Rodrigues) (1977)
13 Ronda (Paulo Vanzolini) (1977)
14 Me dá a penúltima (João Bosco/ Aldir Blanc) (1977)
15 Você não é chapéu (Mirandinha) (1977)
16 Regra três (Toquinho/ Vinicius de Moraes) (1972)

Projeto idealizado por Rodrigo Faour
Coordenação do projeto: Marcus Vinicius Castro

Opinião da imprensa

O Globo – Leonardo Lichote

Jornal do Commercio – Márcia Erthal

Correio Braziliense – Teresa Albuquerque

Revista Veja Rio – Nota da festa de lançamento da coleção “Grandes Vozes”

Jornal do Brasil – Coluna “Gente” – Heloisa Tolipan

Jornal Agora (SP) – Kátia Nogueira de Mello

Folha de S. Paulo – Luiz Fernando Vianna

O Dia (RJ) – Nota

A Folha de Pernambuco – Pedro Ferrer

A Gazeta de Alagoas – Leonardo Lichote (O Globo)
Jornal do Commercio (Recife) – José Teles
Diário de Pernambuco – Renato L

Jornal Extra (RJ) – Cristina Fuscaldo

Correio da Bahia – Hagamenon Brito

Jornal do Brasil – Álvaro Costa e Silva

Diário de São Paulo – Fábio Saraiva
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Coletâneas

Jorge Goulart – Série "Grandes Vozes"

Jorge Goulart – Série “Grandes vozes” (Som Livre, 2007)

Entre 1945 e 84, Jorge Goulart encantou o Brasil com seu vozeirão. Depois, por problemas nas cordas vocais, não pôde mais cantar. Não importa, aos 80 anos, ele se orgulha do seu passado e não é para menos! O auge de sua carreira foi nos anos 50 quando eternizou diversos clássicos da canção brasileira, grandes versões de canções estrangeiras e inúmeros sambas e marchas carnavalescos. Este CD abre com seu último grande sucesso popular, justamente a marchinha Cabeleira do Zezé, de 1964, cantada por todos até hoje. De sua época áurea vamos reviver aqui os sambas-canções Laura e Além do Céu, e, de quebra, a valsa Luzes da Ribalta (Limelight), de Charles Chaplin, cuja primeira gravação com voz feita desta música no mundo foi a sua, em 1953 (antes, ela era apenas instrumental). Nos anos 70, Goulart foi levado à Som Livre por João Araújo e lá gravou inúmeros sambas, marchas e sambas-enredo carnavalescos, vários deles apresentados aqui – sua interpretação de Exaltação a Tiradentes é definitiva. Nesta fase também regravou as envolventes e românticas Divina Dama e Fim de Semana em Paquetá. Rodrigo Faour

1 Cabeleira do Zezé (João Roberto Kelly/ Roberto Faissal) (1964)
2 Festa para um rei negro (Pega no ganzê) (Zuzuca) (1974)
3 Ilu Ayê (Terra da vida) (Cabana/ Norival Reis) (1974)
4 Divina dama (Cartola) (1977)
5 Verdes mares bravios (João de Barro) (1976)
6 Laura (João de Barro/ Alcyr Pires Vermelho) (1957)
7 Além do céu (Sidney Morais/ Edson Borges) (1958)
8 A festa do divino (Tatu/ Nezinho/ Campo) (1974)
9 Alô! Alô! Taí, Carmen Miranda (Maneco/ Wilson Diabo/ Heitor) (1974)
10 Fim de semana em Paquetá (João de Barro/ Alberto Ribeiro) (1977)
11 Luzes da ribalta (Limelight) (Chaplin/ G. Parsons: versão: João de Barro/ Antonio Almeida) (1953)
12 Exaltação a Tiradentes (Estanislau Silva/ Mano Décio/ Penteado) (1974)
13 O mundo melhor de Pixinguinha (Evaldo Gouveia/ Jair Amorim) (1974)
14 Carimbó no carnaval (João Roberto Kelly/ Marcus Pitter) (1975)
15 Marcha da pantera (Antonio Almeida) (1974)
16 O mundo encantado de Monteiro Lobato (Batista da Mangueira/ Darcy/ Luiz) (1974)

Projeto idealizado por Rodrigo Faour
Coordenação do projeto: Marcus Vinicius Castro

Opinião da imprensa

O Globo – Coluna de Ancelmo Gois

O Globo – Leonardo Lichote

Jornal do Commercio – Márcia Erthal

Correio Braziliense – Teresa Albuquerque

Revista Veja Rio – Nota da festa de lançamento da coleção “Grandes Vozes”

Jornal do Brasil – Coluna “Gente” – Heloisa Tolipan

Jornal Agora (SP) – Kátia Nogueira de Mello
Folha de S. Paulo – Luiz Fernando Vianna

O Dia (RJ) – Nota
A Folha de Pernambuco – Pedro Ferrer
A Gazeta de Alagoas – Leonardo Lichote (O Globo)

Jornal do Commercio (Recife) – José Teles

Diário de Pernambuco – Renato L

Jornal Extra (RJ) – Cristina Fuscaldo
Correio da Bahia – Hagamenon Brito
Jornal do Brasil – Álvaro Costa e Silva

Diário de São Paulo – Fábio Saraiva
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Reedições

Emilinha Borba e Jorge Goulart – Oh! As marchinhas… (1981) / Série "As Divas"

Emilinha Borba e Jorge Goulart – Oh! As Marchinhas… (1981) (Warner Music, 2006)

O show Oh! As marchinhas, que reuniu dois de nossos melhores intérpretes carnavalescos, Emilinha Borba e Jorge Goulart, estreou em 1980 no projeto Seis e Meia da sala Sidney Miller (RJ), batendo recordes de público. Com roteiro de Ricardo Cravo Albin, tal show foi transformado em LP no ano seguinte, dividido em blocos temáticos, trazendo marchinhas pioneiras dos carnavais; tributos aos maiores compositores do gênero (Braguinha, Lamartine Babo, Haroldo Lobo e João Roberto Kelly); alguns dos grandes sucessos lançados por Emilinha e Jorge; um pot-pourri de marchas com temas referentes à política brasileira e dois belos exemplos de marchas-rancho. O álbum traz ainda a inédita Raminho de café e uma nova letra para Yes, nós temos bananas, compostas pelo mestre Braguinha especialmente para este trabalho. Trata-se de um disco antológico, dos mais expressivos já gravados enfocando as nossas marchinhas imortais. Rodrigo Faour

1. Raminho de café
2. Joga a chave, meu amor /
Israel /
Colombina yê yê yê /
Não dá pra entender /
Cabeleira do Zezé /
Mulata yê yê yê
3. As pastorinhas /
Rancho da Praça Onze
4. História do Brasil /
Ai, Seu Me /
Seu Julinho vem /
Há uma forte corrente contra você /
Retrato do velho /
Ninguém perde por esperar /
Marcha do Jota Jota
5. Touradas em Madri
6. Pirata da perna de pau /
Pirulito /
Tem gato na tuba /
Linda lourinha
7. Yes, nós temos bananas
8. Chiquita Bacana /
A água lava tudo /
Vai com jeito /
Pó de mico /
Tomara que chova /
Marcha do remador
9. O passarinho do relógio (Cuco) /
O passo do Kangurú /
Miau.. miau /
Índio quer apito
10. O teu cabelo não nega /
Grau 10 /
Linda morena
11. Zé Pereira /
Ô abre-alas /
O pé de anjo
12. Balzaqueana /
Sereia de Copacabana /
Pepita de Guadalajara /
Não faz marola /
Fanzoca de rádio

Produzido por Jorge Goulart
Reedição produzida por Rodrigo Faour
Coordenação de produção da reedição: Adriana Ramos
Gerente de marketing estratégico: Gian Ucello

Opinião da imprensa

O Estado de S. Paulo – Lauro Lisboa Garcia

Revista Quem – Marcus Preto

O Globo – Antonio Carlos Miguel

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Coletâneas

O Melhor Carnaval do Mundo – Marchas e Sambas Imortais

O Melhor Carnaval do Mundo – Marchas e Sambas Imortais (EMI Music, 2007)

Este CD duplo revive em gravações de boa qualidade técnica inesquecíveis marchinhas e sambas de Carnaval, gravados entre os anos 30 e anos 80, por Chacrinha, Dalva de Oliveira, Blecaute, Carmen Costa, Carequinha, Lamartine Babo e muitos outros. Não é um disco só para colecionadores ou saudosistas, é um CD fundamental para a discoteca básica de qualquer brasileiro. Rodrigo Faour
CD 1
1. O teu cabelo não nega (Irmãos Valença/ Lamartine Babo) – Castro Barbosa (1932/ regravação do Carnaval de 1955)
2. Chiquita Bacana (João de Barro/ Alberto Ribeiro) /
Pierrô Apaixonado (Noel Rosa/ Heitor dos Prazeres)
Ala-la-ô (Haroldo Lobo/ Nássara) – Blecaute (1949, 1936, 1941, regravações do Carnaval de 1959)
3. Saca-rolha (José Gonçalves/ Zilda Gonçalves/ Valdir) – Zé e Zilda (Carnaval de 1954)
4. Tem nego bebo aí (Mirabeau/ Airton Amorim) – Carmen Costa (Carnaval de 1955)
5. Maria Escandalosa (Klecius Caldas/ Armando Cavalcanti) – Blecaute (Carnaval de 1955)
6. Até quarta-feira (H. Silva/ Paulo Alves Sete) – Marcos Moran (Carnaval de 1969)
7. História do Brasil (Lamartine Babo) – Arrelia, Lamartine Babo e Bandinha de Altamiro Carrilho (1934/regr. no Carnaval de 1958)
8. Fanzoca de rádio (Miguel Gustavo) – Carequinha (Carnaval de 1958)
9. Yes, nós temos bananas (João de Barro/ Alberto Ribeiro) – Almirante (Carnaval de 1938)
10. Se eu morrer amanhã (Garcia Jr./ Jorge Martins) – Gilberto Alves (Carnaval de 1962)
11. Colombina Yê Yê Yê (João Roberto Kelly/ David Nasser) – Roberto Audi (Carnaval de 1966)
12. Quero morrer de catapora (Elzo Augusto/ A. Maria) – Angela Maria (Carnaval de 1970)
13. Pacotão (João Roberto Kelly/ Chacrinha/ Leleco/ Don Carlos) – Chacrinha (Carnaval de 1984)
14. Cidade maravilhosa (André Filho) – Gilberto Alves (1935/regravação do Carnaval de 1955)
CD 2
1. A jardineira (Benedito Lacerda/ Humberto Porto) – Gilberto Alves (1939/regravação do Carnaval de 1955)
Aurora (Roberto Roberti/ Mário Lago) – Gilberto Alves (1941/regravação do Carnaval de 1955)
2. Linda Morena (Lamartine Babo) – Arrelia e Lamartine Babo com Altamiro Carrilho e sua bandinha (1933/regravação do Carnaval de 1958)
3. Mamãe eu quero (Jararaca/ Vicente Paiva) – Blecaute (1937/regr. no Carnaval de 1955)
Marcha do gago (Klecius Caldas/ Armando Cavalcanti) – Blecaute (1950/ regr. no Carnaval de 1955)
4. De lanterna na mão (José Saccomani / Elzo Augusto / Jorge Martins) – Gilberto Alves (Carnaval de 1961)
5. Máscara negra (Zé Kéti/ Pereira Matos) – Dalva de Oliveira (Carnaval de 1967)
6. Sassaricando (Luiz Antonio/ Oldemar Magalhães / Zé Mário) – Jorge Veiga (1952/regr. no Carnaval de 1955)
7. Me dá um dinheiro aí (Ivan Ferreira/ Homero Ferreira/ Glauco Ferreira) – Moacyr Franco (Carnaval de 1960)
8. Turma do Funil (Mirabeau/ Milton de Oliveira/ Urgel de castro) – Vocalistas Tropicais (Carnaval de 1956)
9. Cachaça (Mirabeau Pinheiro/ Lucio de Castro/ Heber Lobato/ Marinosio Filho) – Colé e Carmen Costa (Carnaval de 1953)
10. Joga a chave, meu amor (João Roberto Kelly/ J. Rui) – Jorge Goulart (Carnaval de 1965)
11. Menino gay (João Roberto Kelly/ Chacrinha/ Don Carlos/ Leleco) – Chacrinha (Carnaval de 1982)
12. Saravá (Zilda do Zé/ Carvalhinho/ Jorge Silva) – Orlando Dias (Carnaval de 1965)
13. Hino do Carnaval Brasileiro (Lamartine Babo) – Almirante (Carnaval de 1939)
14. Bandeira branca (Max Nunes/ Laércio Alves) – Dalva de Oliveira (Carnaval de 1970)

Inclui encarte com curiosidades sobre cada uma das canções

Idealização do projeto, seleção de repertório e textos: Rodrigo Faour
Coordenação geral: Luiz Garcia e Marcos Kilzer Filho

Opinião da imprensa

O Estado de S. Paulo – Lauro Lisboa Garcia

Folha de S. Paulo – Luiz Fernando Vianna

O Globo – Coluna “No Embalo” – Cesar Tartaglia

O Globo – Coluna “Sonar” – Antonio Carlos Miguel