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Show-tributo a Dolores Duran reúne 20 artistas e vira especial de dois anos no canal “Rodrigo Faour Oficial”, do YouTube

Gravado no dia 17 de julho de 2017, o show “Uma tarde para Dolores Duran e família” reuniu no grande palco do o Imperator, no Méier, Zona Norte carioca, um super elenco de 20 intérpretes e seis músicos convidados. Idealizado, roteirizado e apresentado por mim, este espetáculo foi criado no intuito de angariar fundos para sua filha (adotiva) única, Maria Fernanda. O resultado não poderia ter sido melhor, apresentando tanto as grandes composições imortais de Dolores, quanto números nacionais e estrangeiros de seu repertório de grande cantora da noite que foi, entre 1949 e 59, quando faleceu aos 29 anos.
Uma tarde para Dolores Duran e Família - direção: Rodrigo Faour

Aberto pela grande cantora da noite carioca, a veterana Áurea Martins, o show trouxe ainda cantoras da Era do Rádio (Dóris Monteiro, Lana Bittencourt, Ellen de Lima, Luciene Franco), o rei do sambalanço (João Roberto Kelly), a embaixatriz da bossa nova Leny Andrade (acompanhada do pianista Gilson Peranzzetta), familiares (Denise Duran e Izzy Gordon, respectivamente, irmã e sobrinha de Dolores), artistas da nova geração (Chico Chico, filho de Càssia Eller, Júlio Estrela e Ana Costa), atores-cantores (Gottsha, Cláudio Lins, Soraya Ravenle e as eternas Frenéticas Dhu Moraes e Sandra Pêra), além das presenças especialíssimas de Zezé Motta e Ney Matogrosso. Finalmente houve depoimentos de Eloá Dias (uma das melhores amigas de Dolores) e Maria Fernanda (filha da artista, a quem este show beneficente foi dedicado).

Uma tarde para Dolores Duran e família - direção: Rodrigo Faour
Cláudio Lins, Leny Andrade, Ellen de Lima, Luciene Franco, Ney Matogrosso, Dóris Monteiro, Dhu Moraes (Frenéticas)

Com direção musical e arranjos do tecladista Heberth Souza, e arranjos adicionais do violonista Gabriel Gonzaga, e contou ainda com os músicos Evelyne Garcia (teclados/ acordeon), Rodrigo Serra (bateria),  Tássio Ramos (baixo) e Dudu Oliveira (sax tenor/ flauta), e a participação de Mirabeaux (guitarra).

O show foi registrado em vídeo e exibido na íntegra em 21 partes no canal www.youtube.com/rodrigofaouroficial comemorando os dois anos do programa “MPB com tudo dentro”.

Uma tarde para Dolores Duran - direção: Rodrigo Faour
Ney Matogrosso, Dóris Monteiro, Dhu Moraes (Frenéticas), Zezé Motta, Sandra Pêra (Frenéticas) e Lana Bittencourt
Uma tarde para Dolores Duran - direção: Rodrigo Faour
Izzy Gordon, João Roberto Kelly, Áurea Martins, Ana Costa, Rodrigo Faour (apresentador) e Gottsha
Uma tarde para Dolores Duran e família - direção: Rodrigo Faour
Júlio Estrela, Gilson Peranzzetta (de lado), Cláudio Lins, Leny Andrade, Luciene Franco, Ellen de Lima, Ney Matogrosso, Dóris Monteiro e Dhu Moraes (Frenéticas)

No repertório, clássicos autorais de Dolores Duran, como “A noite do meu bem”, “Castigo”, “Solidão”, “Fim de caso”, “Não me culpe”,  “Leva-me contigo”, parcerias com J. Ribamar (“Pela rua”, “Ternura antiga”, “O que é que eu faço”), outras menos conhecidas, como “Minha toada” (dela com Edson França) e “Ideias erradas” (outra dela com Ribamar), parcerias com Tom Jobim (“Estrada do sol”, “Se é por falta de adeus, “Por causa de você”) e também canções que ela imortalizou como intérprete, como o samba-canção “Manias” (Celso e Flávio Cavalcanti), a toada “Na asa do vento” (João do Vale/ Luiz Vieira), os standards americanos “My funny Valentine” e “Over the rainbow”, a rumba cubana “Ave Maria Lola” e ainda sambalanços do ex-namorado Billy Blanco (“Estatuto de boite” e “A banca do distinto”) e finalmente “Boato”, única que não gravou, pois não teve tempo. É de 1960, um ano após seu falecimento. Porém se viva fosse, certamente gravaria. Foi incluída para homenagear seu autor, João Roberto Kelly, um dos estilizadores do gênero sambalanço, presente no show.

Uma tarde para Dolores Duran e Família - Direção: Rodrigo Faour
Ney Matogrosso, Dóris Monteiro, Ana costa, Luciene Franco, Zezé Motta, Sandra Pêra, Dhu Moraes, Áurea Martins, Gottsha, Mirabeaux (guitarrista), Gilson Peranzzetta, Ellen de Lima, Cláudio Lins, Lana Bittencourt, Leny Andrade, Cláudio Lins e Rodrigo Faour
Uma tarde para Dolores Duran e família - Direção: Rodrigo Faour
Ellen de Lima, Luciene Franco, Zezé Motta, Sandra Pêra, Àurea Martins, Dhu Moraes, Lana Bittencourt, Rodrigo Faour, Gottsha, Dóris Monteiro, Ana Costa e Cláudio Lins
Uma tarde para Dolores Duran e família - direção: Rodrigo Faour
Júlio Estrela, Cláudio Lins, Ana Costa, Áurea Martins, Chico Chico (Chicão) e Soraya Ravenle no camarim do Imperator
Uma tarde para Dolores Duran e família - Direção: Rodrigo Faour
Rodrigo Faour (de azul) com a ex-atriz, manequim e melhor amiga de Dolores, Eloá Dias (de echarpe) com a família de Dolores Duran, incluindo a filha Maria Fernanda (de creme), Denise Duran (irmã) e Izzy Gordon (sobrinha, ao lado de Faour)
Uma tarde para Dolores Duran e família - direção: Rodrigo Faour
Gilson Peranzzetta, João Roberto Kelly, Leny Andrade e Rodrigo Faour

(fotos: Marcelo Castello Branco)

TRAILERS DO SHOW, CUJOS NÚMEROS MUSICAIS NA ÍNTEGRA ESTÃO NO CANAL 

www.youtube.com/rodrigofaouroficial

Uma tarde para Dolores Duran e família – Trailer 1

Uma tarde para Dolores Duran e família – Trailer 2

Uma tarde para Dolores Duran e família – Trailer 3

Uma tarde para Dolores Duran e família – Trailer 4

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O emocionante show “Ruído branco”, de Ana Carolina, tem roteiro da cantora em parceria com Rodrigo Faour

Ana Carolina e Rodrigo Faour após à estreia do show “Ruído branco”, no Teatro Bradesco (RJ)

O novo show de Ana Carolina é diferente de tudo o que se poderia esperar de um “show de Ana Carolina”. Ao invés de se divertir com suas baladas românticas, sambas ou canções dançantes, este exige mais concentração. É para se apreciar atento e senti-lo dentro da alma. Num mundo cada vez mais histérico, maniqueísta e superficial, eis que me deparo com um espetáculo experimental, poético, interiorizado, reflexivo, profundo, em que a gente sai mexido, desnudado, querendo voltar.
Sentadinho na primeira fila do Teatro Bradesco (RJ), esqueci a amiga e me encantei com a Artista com A maiúsculo que estava diante de mim. Uma cantora colecionadora de hits que, aos 18 anos de carreira, teve a coragem de abrir mão de todo o seu repertório e criar algo totalmente novo, expondo pela primeira vez suas inquietações existenciais, motivada pelo seu livro de poemas e reflexões recém-lançado, “Ruído branco”. Pela primeira vez seu “eu” verdadeiro aparece na frente do eu-poético das tantas canções que interpretara até então.

É claro que este mergulho dentro de si não a fez deixar ser expressionista, pois ela nunca foi intérprete de medir ou regular emoções. Elas estão lá – cortantes, fulgurantes –, mas o apelo é outro. E os temas, muito mais diversificados. Com direito também a vídeos idealizados, filmados ou editados por ela. Por mais que já soubesse previamente de todo esse teor multimídia do show – pois acompanhei os ensaios – o impacto de vê-la ali desnudando seus fantasmas, fantasias, dores, amores, paranoias e anarquias acumulados pela vida dessa forma tão criativa – foi de arrepiar.

Logo no poema de abertura, “Rotatória”, declamado por Maria Bethânia, já se vê o teor existencial do show. Ana também abre o próprio livro e recita alguns outros que versam sobre sua ambiguidade sexual (“Eu e eu”), suicídio (“Andaime”) ou sobre o amor por sua companheira (“Pra ela”). Decidiu também musicar alguns que são verdadeiros mosaicos de pura arte pop comparando nosso interior com a nossa carcaça (“A pele”) e a situação caótica do planeta atual (“Qual é”). Mais adiante vamos nos deparar no telão com o ator Lázaro Ramos num poema gaiato (“Não leiam”) e a atriz Camila Morgado no emocionante “O silêncio”, a respeito de sua relação com o pai que não chegou a conhecer. Soube intercalar canções novas de sua autoria e jovens autores com o melhor da MPB e do pop nacional, em que há poética de primeira para dar e vender. Momentos líricos, momentos tensos, momentos amorosos. Nas doses certas.

Tive o prazer de ajudá-la a elaborar este roteiro que ela me deu a honra de assinarmos juntos, mas não se enganem. Ana tem o domínio total do que quer, do que busca e tem a mão forte sobre tudo o que faz. Não aceita imposições. É muito verdadeira e sabe que às vezes é preciso dar ao público não apenas o que ele quer, mas também o que ele nem sabe que quer por não ainda conhecer. Ou seja, é possível ser uma artista pop e contemporânea e disseminar poesia e reflexão, por que não?

É muito emocionante assistir a este novo show junto com seu público, normalmente super eufórico e efusivo, mas que desta vez se mostrou concentrado, respeitoso e emocionado com esta sua nova faceta. Com também é bonito observar de perto sua evolução como cantora, compositora, poeta e “cantriz” sobre o palco, e ver que apesar de ter conquistado milhares de fãs e tantos sucessos-chiclete ela não se sente confortável em apenas deitar sobre os louros da fama. Ela quer dizer algo mais, provocar os fãs, sair da zona de conforto. Isto para mim é ser um artista de verdade. Preparem-se porque o novo ruído de Ana é intenso, reverbera dentro da gente e transcende ao tempo do show.

 

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Faour estreia como autor teatral no pocket show musical “Bossa Nova em Concerto”

O talento de CLÁUDIO LINS, EDUARDA FADINI, KESIA ESTÁCIO, STEPHANIE SERRAT e TATIH KOHLER pode ser conferido no show musical BOSSA NOVA EM CONCERTO. Cantam bem – sem imitar cantor americano – e esbanjam charme em cena. Em cartaz no Teatro Clara Nunes do Shopping da Gávea (sábados às 19h, domingos às 18h e segundas às 21h). É preciso destacar ainda os belos arranjos de DÉLIA FISCHER, a coreografia de ROBERTA SERRADO, desenho e a luz de TOMÁS RIBAS, além da banda competente de quatro grandes músicos. Ele foi criado pelo diretor (craque) SÉRGIO MÓDENA e por mim a convite da produtora ANIELA JORDAN.

A julgar pela estreia para convidados, em que tivemos a honra de receber os ícones ROBERTO MENESCAL (que deu canja), MARCOS VALLE e CARLOS LYRA, criadores de canções antológicas do movimento, deverá ter carreira longa. A princípio a temporada vai até o final de fevereiro. Não percam porque está uma graça. Vai até 20/2/17.

Rodrigo Faour e o elenco de Bossa Nova em Concerto
Stephanie Serrat, Cláudio Lins, Tatih Köhler, Eduarda Fadini e Késia Estácio no musical “Bossa Nova em Concerto”, em cartaz no Teatro Clara Nunes, na Gávea

Rodrigo Faour (autor do texto, com Sérgio Módena) ao lado dos ícones da bossa nova: Marcos Valle, Robeto Menescal e Carlos Lyra. (foto de Leo Uliana)
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CD/DVD INFERNYNHO é lançado com show no Theatro Net-Rio, nesta quarta 30/10

Finalmente chega ao formato CD/DVD pelo selo do Canal Brasil o registro do show Infernynho, em que assinei o roteiro e a  direção. Marília Bessy e Ney Matogrosso juntos num espetáculo só com músicas sexy e dançantes. Uma delícia. Com direito a uma banda roqueira da pesada – incluindo Rike Frainer (bateria), Humberto Barros (teclados), Wlad Pinto (baixo) e Pedro Costa(guitarra). O lançamento oficial será quarta, dia 30 de outubro, no Theatro Net Rio (antigo Tereza Rachel), em Copacabana. E o disco e o DVD já estão à venda!

Ney Matogrosso, Rodrigo Faour e Marília Bessy - CD/DVD Infernynho
Rodrigo Faour, entre Ney Matogrosso e Marília Bessy, mostrando a capa do CD e DVD “Infernynho”
Ney Matogrosso, Rodrigo Faour, Marília Bessy e banda - CD/DVD Infernynho
Os músicos Rike Frainer, Pedro Costa, Humberto Barros, Wlad Pinto (de pé), Ney Matogrosso, Rodrigo Faour e Marília Bessy: CD/DVD “Infernynho”

DVD INFERNYNHO - MARÍLIA BESSY CONVIDA NEY MATOGROSSO

Contracapa DVD Infernynho - Marília Bessy convida Ney Matogrosso (direção e roteiro: Rodrigo Faour)

 

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“Uma noite para Dolores Duran” revive jovens e veteranos em torno da grande cantora e compositora, sob a direção de Faour

Uma noite memorável. É como posso definir a versão carioca do show “Uma noite para Dolores Duran“, no palco da casa Miranda, no Rio, no último dia 5 de março. Encontros inéditos como os de João Donato & Leny Andrade (“Estrada do sol”), Leny Andrade & Carlos Lyra (“O negócio é amar”), Doris Monteiro & Márcia Castro (“Não me culpe”), Márcia Castro & Elba Ramalho (“A fia de Chico Brito”), Márcio Gomes & Lana Bittencourt (nos boleros “Pecado” e “Sabra Dios”), Lana Bittencourt & Leny Andrade (“O que é que eu faço?”), além do talento monumental de Simone Mazzer (“Solidão”, “Canção da volta” e “My funny valentine”), e todo o elenco ao final entoando “A noite do meu bem” foram alguns dos destaques deste show – que foi devidamente gravado para sair em CD e DVD. A ideia foi resgatar não só clássicos da compositora, como também algumas das melhores canções de seu repertório de cantora versátil dos anos dourados.

A festa/show teve direção geral minha; direção musical, violão e guitarra de Paulo Serau, piano acústico de Tibor Fitel, contrabaixo acústico de Davi Martin, bateria de Alê Cortina, trompete de José de Arimatéia, além da  iluminação (e concepção de cenário) de Luiz Carlos Bimbão, Jackson Marques na técnica de PA (som) e direção de filmagem de Rodolfo Gomes, que comandou uma equipe de seis cinegrafistas. O som foi gravado pela equipe da BEND (Marcelo Bezerra e Gilson). E tivemos apoios como do Studio Verde, de Ricardo Duna, no Cosme Velho, para os ensaios, que também hospedou três músicos que vieram de SP. Agradeço também a Anderson Crepes (roadie), Rogério (cenotécnico) e toda a equipe da Miranda, como Aline Dorado, Maysa Moreno e Fabiane Pereira, que não mediram esforços para atender a todas às minhas exigências. Agradeço ainda à Mariza Lima, que clicou as belas fotos, abaixo, e a competência e dedicação de todos em prol deste projeto, que foi feito no peito e na raça, sem patrocínio.

Carlos Lyra e Leny Andrade: “O negócio é amar”
João Donato, Leny Andrade e banda: “Estrada do sol”
Márcia Castro e Doris Monteiro: “Não me culpe”
Elba Ramalho e Márcia Castro: “Sou fia de Chico Brito/ Pai de oito fio maió…”
Simone Mazzer e sua voz possante: “My funny valentine”
A filha de Dolores Duran, Maria Fernanda, com Rodrigo Faour: emoção
Márcio Gomes e Lana Bittencourt: boleros
Leny Andrade e Lana Bittencourt: “Se não é amor…”
Todos no palco: confraternização após o número de encerramento, “A noite do meu bem”

Repercussão na Imprensa – Coluna Gente Boa, de Joaquim Ferreira dos Santos

(fotos de Marcos Ramos, reportagem de Maria Fortuna)

Matéria da Coluna Gente Boa (O Globo, 7/3/2013)