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Assis Valente ganha coletânea dupla caprichada em seu centenário

O compositor Assis Valente (1911-1958) teve uma vida trágica, mas perpetuou a alegria em sua obra. Alguns de seus melhores sambas e marchas estão no CD duplo Assis Valente não fez bobagem – 100 anos de alegria (EMI), entre releituras (CD 1) e gravações originais (CD 2).  No primeiro, Novos Baianos, Maria Bethânia, Maria Alcina, Martinho da Vila, Wanderlea, Marília Pêra, Isaurinha Garcia, Aracy de Almeida e outros mestres dão aula de ritmo e irreverência. Destaque para raridades como Um jarro d’água, na voz de Marlene, Recenseamento, na de Ademilde Fonseca e o clássico Boas festas, com Doris Monteiro. Já no segundo, seus intérpretes mais constantes, Carmen Miranda e o Bando da Lua, se alternam com Dircinha Batista, 4 Ases e 1 Coringa, Orlando Silva, Carlos Galhardo e Moreira da Silva, na maioria em registros dos anos 30, auge da carreira do compositor. Vale ainda mencionar a qualidade técnica dessas gravações, apesar de tão antigas, e o fato de a maioria ser inédita no formato digital. O álbum acompanha uma mini-biografia escrita por mim, todas as letras e os anos originais de lançamento. Uma delícia!

Assis valente não fez bobagem - produzido por Rodrigo Faour

Contracapa do CD Assis Valente não fez bobagem, com produção de Rodrigo Faour e design gráfico de Leandro Arraes (L&A Studio)

   Repercussão:

Crítica de Marcus Preto - Folha de S. Paulo - 7.12.11

Crítica de Tárik de Souza – Revista Carta Capital

Crítica de Tárik de Souza - Carta Capital - Dezembro/2011

Matéria da Revista Época – On Line (Danilo Casaletti)

http://revistaepoca.globo.com/cultura/noticia/2011/12/cd-e-programa-de-tv-comemoram-os-100-anos-de-assis-valente.html

 

Matéria do Diário do Grande ABC (Thiago Mariano)

http://www.dgabc.com.br/News/5931140/cronista-eterno.aspx 

 

Site Ziriguidum (Beto Feitosa)

http://www2.uol.com.br/ziriguidum/1112/111202-01.htm

 

Revista Sucesso!

http://www.portalsucesso.com.br/noticias/rica-obra-de-assis-valente-e-resgatada-em-coletanea-dupla

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 reply on “Assis Valente ganha coletânea dupla caprichada em seu centenário”

É triste que ainda não tenham deixado algum comentário para esta nota.

Aqui em São Paulo (sou de São Paulo), há alguns anos atrás, passavam três programas na Rádio Cultura AM, (que hoje intitula-se Cultura Brasil), dedicados à antiga MPB, sendo que dois passavam diariamente: o Gramophone, das oito às nove da noite, com os artistas desde o início do século até os anos trinta e quarenta, e o Musicalidade vinha na sequência das nove às dez da noite, com os sucessos dos anos cinquenta e sessenta. E nos fins de semana, pela manhã, costumava passar o programa Brasil AM com o radialista Fausto Canova, que imagino ter falecido. Pois bem, estes programas eu os ouvia direto, isto por volta de 1998, 1999,…até mais ou menos, 2002, acho. Tanto que cheguei a gravar algumas fitas destes programas, entre os anos de 1999 e 2001, creio. Inclusive ouvi muitas músicas, as quais não gravei, mas as tenho na memória algum ou alguns de seus versos. O programa do Fausto Canova, por exemplo, contava sempre as histórias sobre os artistas e preparava sempre uma seleção de músicas daquele cantor a ser homenageado naquele dia. Tinha uma infinidade de artistas os quais estes programas traziam, tais como Mauricy Moura, Paraguassú, Luís Cláudio,Nelson Novaes, Vocalistas Tropicais, Déo, Dilermando Pinheiro, Osni Silva, Mário Reis, Odete Amaral, Araci Côrtes, Omar Izar, Helena de Lima, Lourdinha Bittencourt, Jorge Fernandes, Gastão Formenti, Patrício Teixeira, Gilda de Barros, Dalva de Andrade, Amélia Rabello, dentre inúmeros outros, a lista é imensa….

Lembro por exemplo, de uma gravação de Luís Barbosa com Carmen Miranda, de uma canção chamada ‘Que Baixo’, composição de Nilton Amaral, e tenho uma gravação da música ‘Boneca de Pano’ com os Quatro Ases e Um Coringa, também lembro de uma música do mesmo conjunto chamada ‘Foi Ela’….

Também lembro que tocavam uma música na voz de Mário Reis, que eu nunca mais achei, chamada ‘Está (ou estás) no Meu Caderno’ (…ó nega, tu vais me pagar…eu ainda choro o que fiz para você…).

Também outra, na voz de Agostinho dos Santos que também não mais ouvi: ‘Maria dos Meus Desejos’.

Agora, também poderiam estar resgatando, a obra de outro grande artista da antiga, o inesquecível cantor Lúcio Alves, do qual pouquíssimo se lembra, ainda não encontrei nada a respeito dele, em que somente esteja a obra dele, eu tenho algumas gravações em fita com as músicas dele, talvez seja difícil conseguir reunir toda a obra que ele deixou…

Sem mais, abraços e obrigado pela atenção.

Renato A. M. Nascimento, 04/11/2012.

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