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Opinião de Faour

Faour assina crítica do novo CD de Hebe Camargo, na Folha de S. Paulo

Escrevi a crítica do novo CD da adorável Hebe Camargo, a convite da Folha de S. Paulo, nesta quarta, dia 1 de dezembro de 2010. Confiram… O título poderia ser mais generoso, mas não fui eu que dei, tá, gente?

 

8 replies on “Faour assina crítica do novo CD de Hebe Camargo, na Folha de S. Paulo”

Bem deselegante esse seu comentário . Cauby e Lana merecem o nosso respeito mas não precisavam ser citados principalmente porque pelo que sei foi vc quem produziu esse dvd da Lana e foi voce quem escreveu a biografia chapa branca do Cauby. Hebe é a responsável pela melhor interpretação naquele cd do Roberto Carlos, isso foi reconhecido. Insisto: deselegante voce ficar chamando Cauby e Lana para fazer comparações com a Hebe.Marcia também não tem vozeirão e é maravilhosa. Das que não estão entre nós, Silvinha Teles e Nara Leão também não.Esse seu critério de qualidade é um assombro!! E tenha mais cuidado com as pesquisas que voce faz: a biografia do Cauby tá cheia de erros, os encartes do Ney e da Simone, idem idem, aspas, aspas. Abraço

Caro Marcos, me perdoe, mas por que tanta agressividade? Achei que certas canções renderiam melhor na interpretação de outros cantores veteranos com mais voz. Citei Cauby e Lana em forma de homenagem mesmo. E até havia citado outros nomes, que acabaram sendo cortados no texto final porque o espaço era curto. Adoro cantores de voz pequena quando o repertório é adequado, senão não teria acabado de escrever a biografia de Claudette Soares – que nunca teve voz, e no entanto, é ótima cantora, mas também não acertou em tudo o que escolheu para gravar – e, aliás, eu digo isso no livro.

O problema, me parece, é que no mundo de hoje tudo o que se fala publicamente é “pessoal”. Se você ler o teor das críticas que se faziam no Brasil nos anos 60, 70 e 80… verá que elas eram muito mais diretas e até agressivas – e nem por isso as pessoas estranhavam tanto. Me perdoe, eu dei apenas uma opinião de uma pessoa que ama a música e sobretudo os artistas antigos. Que venham outras críticas, de outras pessoas, sobre este CD. Não quero ter a última palavra sobre nada. Meu papel não é este. Mas se foi isto o que eu achei quando ouvi, não podia trair minha consciência.

Tento fazer meu trabalho da melhor maneira possível. Perfeito ninguém é. E quanto aos erros que você diz que eu tive nos meus trabalhos até agora, não deixe de enumerá-los para mim. Será um prazer corrigi-los nas próximas edições. E sobre o meu livro “chapa branca” é uma opinião sua e eu respeito. Só que eu fiz dezenas de críticas ao repertório e à maneira de Cauby lidar com sua sexualidade no correr de todos os 19 capítulos do livro. Escrever biografia no Brasil, com as leis que imperam em nossa legislação, é muito difícil. É preciso lançar mão de certos subterfúgios ao invés de usar sempre o discurso direto. Não se engane, trabalhar com memória e com música – um assunto que, assim como futebol, suscita amores e ódios, paixões, é muito difícil. E, repito, é impossível agradar a todos. Espero que na próxima crítica possa lhe agradar mais.

Abraço, Rodrigo Faour

Caro Rodrigo, sem rancores, por favor.Lembrou bem, Claudette Soares. Só achei deselegante ficou a impressão de que aproveitando para fazer a crítica da Hebe voce fez o gancho para outros trabalhos seus, chamou a atenção para isso. Sobre os erros de pesquisa em alguns trabalhos seus estão citados em vários blogs de música, não vale a pena eu ficar aqui repetindo. Entendo a dificuldade em se fazer alguma coisa em matéria de biografia mas os artistas e alguns herdeiros precisam se convencer de que a arte deles é maior do que as suas vidas e que ninguém pode pretender ser dono das vidas de cantoras e cantores que fazem parte da cultura do nosso país. Obrigado por responder. Até achei que a minha crítica nem seria comentada. Abraço. Boas Festas.

Realmente não foi minha intenção. Mas fique à vontade para enviar suas sugestões, críticas e erros sempre que quiser. Só posso crescer com o retorno de outros fãs de boa música como você. Abraços! Boas festas pra vc tb!

“E tenha mais cuidado com as pesquisas que voce faz: a biografia do Cauby tá cheia de erros, os encartes do Ney e da Simone”. É cada uma… esses “blogs” devem saber mais do que Ney e Simone especificamente, já que os dois leram os textos com lupa antes de entrarem nos discos. :-)
Marcos, “Biografia chapa branca”, isso porque não está escrito Cauby é VIADO, ah, faça-me o favor… quanta deselegância. Se você leu realmente o livro (e não ficou se baseando em crítica de “crítico” que não leu, vai saber que isso fica bem claro no texto, só não foi dito com todas as letras; tão sutil quanto o cantor, que só veio declarar isso publicamente anos depois da biografia ter saído, dentro de uma boate gay, sendo até matéria da G Magazine, por intermédio do Rodrigo. Esses apaixonados…

Pra mim o PIOR erro em encarte de CD que já aconteceu até hoje é “Elis Regina morreu em sua CASA no RIO”; isso ninguém comenta, né?

Acho que o Rodrigo não precisa de amigos para sair na sua defesa, isso sim fica deselegante e manjado. A biografia do Cauby nem traz a data do nascimento.Não me referi a homossexualidade do cantor. Quanto as caixas do Ney e da Simone se os dois examinaram na lupa não sei: o que eu sei é que ambos criticaram e muito falhas e falta de rigor nas pesquisas.

A idade do Cauby é revelada no meu livro na página 57. Quem o leu, de fato, sabe disso. E Simone e Ney Matogrosso têm muito respeito pelo meu trabalho, gostaram muito do que realizei em suas caixas, pois já me falaram isso pessoalmente. Tanto que já inclusive trabalhei com ambos depois do lançamento de suas caixas. No caso de Ney, não consegui colocar mais faixas avulsas na caixa “Camaleão” por questões burocráticas da gravadora, e ele sabe disso, e não por erro de pesquisa. No mais, não sou Deus, sou apenas um batalhador e espero poder sempre ter o direito de expressar minhas opiniões e fazer meu trabalho honesto num país que tem tanto desprezo por sua memória cultural.

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